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01-01-2010
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Encontrar o seu Terreiro
Como encontrar o seu Terreiro de Umbanda
Um trabalho realizado por Pai Pedro de Ogum, que nos explica a forma como os Assistentes e interessados devem ponderar para conhecer a maravilhosa Religião que é a Umbanda.
Palestras e Workshops
Conheça a Umbanda
O TSU promove com regularidade Palestras e Workshops sobre Orixás e Umbanda.
Venha descobrir esta Lindissíma Religião baseada no culto aos Orixás
Pai Francelino de Shapanan
Toy Vodunnon Daho Laila Francelino de Shapanan
Homenagem do TSU a um dos mais prestigiados Babalorixá.
Conheça a sua História e o seu Trabalho em prol do bom nome das Religiões Afro Brasileiras
O CAMINHOS DA CURA

- O aperfeiçoamento mediúnico não é estrita e exclusivamente ligado às
reuniões de desobsessão, de cura ou materialização. A mediunidade é como
um sentido novo de perceber o Divino no Homem e na Natureza. O grande
esforço do homem tem sido, no curso da história, o de procurar
compreender a realidade, revelar o real.
Aristóteles e, muito mais tarde Locke proclamaram que todo conhecimento era proveniente dos SENTIDOS; os sentidos e aparelhos que os ampliam seriam os instrumentos de CONHECIMENTO. Visão do senso comum contrariada desde o início do século pela Física, que mostra uma realidade bem distinta. Os denominados CORPOS SIMPLES foram reduzidos a PARTÍCULAS IDÊNTICAS. Estas, reduzidas a outras ainda mais elementares, enquanto as mais diferentes radiações foram sendo reconhecidas como expressões de ondas distintas apenas no comprimento e em sua freqüência.
ENERGIA e MATÉRIA foram unidas pela TEORIA DA RELATIVIDADE RESTRITA, enquanto o ESPAÇO e o TEMPO vieram a formar um continuum na visão da teoria da relatividade geral. Matéria e Energia, Espaço e Tempo, e Gravitação tornaram-se apenas deformidades do continuum.
Todos os processos físicos, as mudanças existentes no universo, resultam da intermediação de 4 forças elementares;
Força Nuclear forte,
Força nuclear fraca,
Força Eletromagnética,
Força Gravitacional.
Forças que sofreram no tempo, contínuas divisões, e isso nos permite reconhecer que aquilo que vemos e julgamos ser a realidade não é senão uma aparência, sem dúvida dependente da mente do observador e da estrutura física dos sentidos e aparelhos com que observa o mundo.
Seriam as únicas “realidades” ou conexões de acontecimentos capazes de serem percebidos?
Desde os tempos primitivos, o ser humano tem afirmado a existência de um mundo extrafísico, povoado de seres, energias, etc., distintos dos conhecidos e, de um modo mais profundo, submetendo a irrealidade do mundo físico à realidade do ESPÍRITO DIVINO. Com isso as religiões, algumas, se apossaram da revelação, passando a expressá-la através de mitos e dogmas, porém, apenas formas de expressão. Alguns procedem de experiências diretas que foram cristalizadas pelo sacerdócio na forma de princípios, tornando-se artigos de fé.
Este universo realmente existe? E, se existe, é possível redescobri-lo? Se se pretende experimentar, é necessário conhecer que instrumental deve ser utilizado para a investigação.
A Antropologia reconhece que inexistem povos ateus, ou seja, por toda à parte, o homem tomou conhecimento da existência de um mundo invisível e de uma FORÇA SUPERIOR que passou a ser adorada como a DIVINDADE, desde o paleolítico. Vem ao encontro de Kardec quando disse; “a história da origem de quase todos os povos antigos se confundem com a da religião: é por isso que seus primeiros livros foram livros religiosos”.
A história do espiritismo é de certa forma a história do espírito humano. Vem chamando a atenção para a própria revelação do mundo espiritual ao homem. Os primitivos utilizaram-se de um instrumento para obter a revelação de que:
Existe um ser Supremo no universo, origem e causa de tudo;
Como decorrência disso, existe um mundo invisível para onde vão os espíritos dos mortos quando deixam seus corpos.
A MEDIUNIDADE caminha ao lado do AUTOCONHECIMENTO onde a cura está inclusa. Não apenas pelos casos patológicos, desvios, acidentes de percurso. A mediunidade é um instrumento de percepção de valor neutro, o que nos indica que a direção de sua utilização depende do sistema filosófico-moral-religioso que orienta o médium. O resultado depende também do observador, como dizia André Luiz “capacitância por analogia com o circuito elétrico”.
A questão do conhecimento passa pela questão do autoconhecimento: para se ter uma visão do mundo, é preciso que o observador se conheça...
Existem mundos exteriores, expressões da multiplicidade ou mundo crístico, como queiram chamar. A medicina admite que a atividade mental é resultante, em termos neurológicos, de um “concerto” de um grupo de áreas cerebrais que interagem mutuamente constituindo um “sistema funcional complexo”. Os espiritualistas, por sua vez, confirmam que os processos mentais são expressões da atividade espiritual com repercussões na estrutura física cerebral. A participação do cérebro é meramente instrumental.


A ação do espírito sobre o cérebro, ao integrar elementos de classes
diferentes (mente e matéria), implica a existência de um terceiro elemento,
transdutor desse processo, que transmite e transfere as “idéias” geradas
pelo espírito em fluxo de pensamento expresso no cérebro. Esse elemento
intermediário constitui nosso corpo espiritual ou PERISPÍRITO. Após a morte,
o ESPÍRITO permanece com seu corpo espiritual, o qual permite sua integração
no ambiente espiritual onde vive. É por esse corpo semimaterial, de que
dispõem também os ESPÍRITOS DESENCARNADOS, que se tornam possíveis as
chamadas comunicações mediúnicas.
Os ESPÍRITOS DESENCARNADOS devem, de alguma forma, co-participarem das
FUNÇÕES CEREBRAIS DOS MÉDIUNS seguindo regras compatíveis com os recursos da
fisiologia cerebral. No córtex cerebral originam-se as atividades motoras,
voluntárias e conscientes onde são codificadas todas as percepções
sensitivas que chegam ao cérebro.
A atividade cerebral estabelece uma interação entre o córtex cerebral, o
tálamo e a substância reticular do tronco cerebral e do diencéfalo que se
situa na sede de nossa CONSCIÊNCIA. Uma lesão nessa área provoca o estado de
coma. A partir daí, da integração, projetam-se estímulos neuronais que
ativam ou inibem atividade cerebral como um todo, levando a um maior ou
menor estado de atenção, alerta ou sonolência.
Portanto, FENÔMENOS como a PSICOGRAFIA, a VIDÊNCIA, a AUDIÊNCIA e a FALA
MEDIÚNICA devem implicar uma participação do córtex do médium já que aqui se
situam áreas para a escrita, a visão, a audição e a fala. Se o ESPÍRITO
comunicante e o MÉDIUM não disciplinarem seu intercâmbio para promoverem um
BLOQUEIO NO SISTEMA RETICULAR ATIVADOR ASCENDENTE, as mensagens serão sempre
conscientes e o médium, além de acrescentar sua participação intelectual na
comunicação, poderá pôr em dúvida a autenticidade da participação espiritual
do fenômeno.
Por outro lado, nenhuma mensagem poderá ser totalmente inconsciente, visto
que em todas há participação do córtex do médium e, se por acaso este não se
recordar dos eventos que se sucederam durante a comunicação, o esquecimento
deve ser atribuído á ocorrência de uma simples amnésia.
O processo mediúnico ocorre sempre em parceria, coma assimilação das idéias
do ESPÍRITO COMUNICANTE e a participação cognitiva do médium. Sendo comum a
amnésia que ocorre logo após a ruptura da ligação fluídica (interação de
campos de força), entre o médium e a ENTIDADE ESPIRITUAL.
A CLARIVIDÊNCIA, a TELEPATIA e a capacidade de DESENHAR OBJETOS fora do
alcance da visão do médium, ocorrem com características muito semelhantes á
organização de noção geométrica e espacial que, ultimamente, tem-se
intensificado na fisiologia normal do hemisfério cerebral direito. Essas
percepções acontecem também com falta de detalhes ou amputações das imagens,
semelhante às síndromes do hemisfério direito. A distorção depende do grau
de desenvolvimento mediúnico.
Os aglomerados de neurônios situados na profundidade da substância branca
cerebral são os gânglios da base, responsáveis por uma série de funções
motoras automáticas e involuntárias, fazendo parte do chamado sistema
extrapiramidal. Fruto de inúmeros movimentos e atitudes que fazemos. Se
considerarmos o fenômeno da PSICOGRAFIA, podemos observar corriqueiramente
que os médiuns ao discursarem ou psicografarem um texto sob influência do
ESPÍRITO COMUNICANTE, o fazem revelando gestos, posturas e expressões mais
ou menos comuns a todos eles.
PSICOGRAFIA
A escrita se processa freqüentemente com muita rapidez, as palavras podem
aparecer escritas com pouca clareza, as letras às vezes são grandes,
provavelmente para facilitar a escrita rápida, a caligrafia tem pouco
capricho, não há necessidade do médium acompanhar o que escreve e pode
ocorrer escrita em espelho.

COMUNICAÇÃO ORAL
O médium se expressa com vozes de características
variadas, o sotaque pode ser pausado como que feito com esforço, mas, em
médiuns bem preparados, a fala costuma ser fluente, muito rápida, parecendo
se tratar de um discurso previamente preparado e o médium assume postura e
gestos incomuns ao seu modo habitual de se expressar. A maioria dos médiuns
declara que no decorrer do fenômeno, são levados a falar ou escrever como se
isso não dependesse da vontade deles.
Dá a impressão que a ENTIDADE comunicante se utiliza do sistema automático
(gânglios da base e área cortical pré-motora) para se manifestar, com o
mínimo dispêndio de energia e menor interferência da consciência do médium.
TÁLAMO


É um núcleo sensitivo por excelência e exerce um papel
receptor, centralizado e seletor das informações sensitivas que se dirigem
ao cérebro. Estímulos externos (dor, tato, temperatura, etc.) são percebidos
em toda a extensão do nosso corpo, e percorrem vias neurais que terminam no
tálamo (centro do cérebro), selecionados para chegar apenas os
convencionais, urgentes, etc (ex: retirar a mão de um objeto quente). O
tálamo fornece Para a CONSCIÊNCIA as informações desejadas quando
requeridas. Mesmo de olhos fechados sabemos o que estamos usando.
Informações monótonas ficam inibidas no tálamo. Muitas das sensações
somáticas referidas pelos médiuns, que dizem perceber a aproximação de
ENTIDADES ESPIRITUAIS, como se estes lhes estivessem tocando o corpo, são
feito de estímulos talâmicos. Os estímulos espirituais podem ser facilitados
ou inibidos pela aceitação ou pela desatenção do médium, bem como por efeito
de estados emocionais não disciplinados pelo médium.
GLÂNDULA PINEAL

Estudada com maior ênfase após a descoberta da MELATONINA (Lerner, 1958),
embora conhecida desde 3000 anos d.C. (descoberta de Herophilus), onde
conhecemos também a relação com a luminosidade e a escuridão. A LUZ
interfere na função da PINEAL através da RETINA, atingindo o quiasma óptico,
o hipotálamo, o tronco cerebral, a medula espinhal, o gânglio cervical
superior, chegando ao nervo coronário na tenda do cerebelo. Investigações
recentes demonstram uma relação direta da MELATONINA com uma série de
doenças neurológicas que provocam epilepsia, insônia, depressão e distúrbios
de movimento, doenças psiquiátricas, depressão, esquizofrenia.
A literatura espiritual há muito vem dando destaque para o papel da PINEAL
como NÚCLEO GERADOR de IRRADIAÇÃO LUMINOSA servindo como PORTA DE ENTRADA
para a RECEPÇÃO MEDIÚNICA.
Como a PINEAL é sensível à LUZ, não será de estranhar que possa ser mais
sensível ainda à VIBRAÇÃO ELTROMAGNÉTICA. A IRRADIAÇÃO ESPIRITUAL é
essencialmente semelhante à ONDA ELETROMAGNÉTICA que conhecemos, assim, sua
ação direta sobre a PINEAL.

O primeiro contato da ENTIDADE ESPIRITUAL com a PINEAL do
médium, possibilitaria a liberação de MELATONINA predispondo o restante do
cérebro do “domínio” do ESPÍRITO COMUNICANTE. O que explica as flutuações da
intensidade e da freqüência com que se observa a MEDIUNIDADE. Portanto não
existe sacrifício nas manifestações e sim trata-se de prestação de serviço e
engrandecimento espiritual.
O homem do futuro deverá dispor da mediunidade como dispõe hoje da
inteligência.

