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Orixá Tempo

Orixás são Elementos da Natureza, cada Orixá representa uma Força da Natureza.

 

Orixá TempoO ternário sagrado, ZÂMBI OPONGÔ, OXALUFÃ IAPONGÁ e ZAMBIRA (Ifá) têm reuniões constantes , onde são convocados todos os Orixás (as Senhoras (Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã), Ogum, Oxóssi, Xangô, Oxumarê, Oçanhe, etc.) onde sempre está o assessor direto de Zâmbi, calado num canto, anotando todas as decisões que implicam diretamente na sua ação direta e eterna.

Um Orixá pouco conhecido dos seres vivos ou mortos, nascidos ou por nascer, enfim toda a criação está incluída em seus desígnios. É o Orixá TEMPO, implacável e inexorável, que governa o Tempo e o Espaço, que acompanha e cobra o cumprimento do carma de cada um, determinando o início e o sem fim de tudo.

Conhecido e respeitado na Mesopotâmia e Babilônia como ENKI, o Leão Alado, que acompanha todos os seres do nascedouro ao infinito; cultuado no Egito como ANÚBIS, o deus Chacal que determina a caminhada infinda dos seres desde o nascimento até atravessar o Vale da Morte (Livro dos Mortos - Egito).

Também venerado como TEOTIHACAN entre os Incas e VIRACOCHA entre os Maias como o Senhor do Início e do Fim; não podemos esquecer do Panteon Grego e Romano, onde era conhecido e respeitado como CRONUS, o Senhor do Tempo e do Espaço, que abriga e conduz à todos inexoravelmente a caminho da Eternidade.

Os Sacerdotes Umbandistas sabem, que os milagres das suas cerimônias ritualísticas, só se realizam pelo veículo do Orixá Tempo, que dominando o Tempo e o espaço, facilita à todos a compreensão da Paciência, do aprendizado constante e sem fim, do aprimoramento de suas missões (Carmas), dando-lhes o Tempo necessário para o despertar do amor, persistência, aprendizado enfim, a conformação do que tem que passar, transformando cada um o seu Carma em Darma (o Carma suavizado pela aceitação).

Nós, filhos da Umbanda, precisamos prestar atenção à este Orixá que trabalha ininterruptamente, determinando o espaço e o tempo que cada ser tem para empreender sua jornada retificadora perante a eternidade. É ele que faculta aos Orixás zelarem e encaminharem seus regidos dando-lhes seus atributos que podem gerar alternativas positivas ou negativas, que determinarão a caminhada normal ou o atraso perante a eternidade. É ele, o Orixá Tempo que por ordem superior (Zâmbi) nos faculta o livre-arbítrio da escolha do caminho a seguir, estando provado sobejamente através da história da humanidade e de cada um em particular, que iremos sempre colher o que semearmos, não importa em que tempo ou quando, mas este Orixá é imperturbável em sua cobrança.

Nós humanos, que temos um intelecto em desenvolvimento, que temos uma ligação direta com o nosso espírito, nos é dado por este Orixá, as vezes, a oportunidade de viajarmos em seu veículo, e retrocedermos nos tempo e no espaço, para verificação real das promessas feitas à nós mesmos quando do reencarne em missão neste planeta presídio, para termos a noção exata do que devemos fazer ou agir em benefício do cumprimento da nossa missão. São as chamadas regressões, quando autorizadas por Ele.

Portanto seria de bom alvitre que cada um por si procurasse ao final de cada jornada, verificar todos os nossos atos, ações e reações, para que tenhamos tempo de corrigir nossa trajetória à caminho da Eternidade.

Em termos sexuais, Xangô é um tipo completamente mulherengo. Seus filhos, portanto, costumam trazer essa marca, sejam homens, sejam mulheres (que estão entre as mais ardentes do mundo). Os filhos de Xangô, não costumam ser conhecidos socialmente como um tipo dado a aventuras. Não são os mitos sexuais de sua sociedade e é para muito poucos amigos que confessam suas conquistas, pois não faz parte de suas necessidades se auto-afirmar através desse expediente. São honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, porque para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito desejo.

Psicologicamente, os filhos de Xangô apresentam uma alta dose de energia e uma enorme auto-estima, uma clara consciência de que são importantes, dignos de respeito e atenção, principalmente, que sua opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos - consciência essa um pouco egocêntrica e nada relacionada com seu real papel social. Os filhos de Xangô são sempre ouvidos; em certas ocasiões por gente mais importante que eles e até mesmo quando não são considerados especialistas num assunto ou de fato capacitados para emitir opinião. A postura pouco nobre dos filhos de Xangô e seu cultivo de hábitos considerados aristocráticos ou pouco burgueses, é resultado dessa configuração psicológica.

Porém, o senhor de engenho que habita dentro deles faz com que não aceitem o questionamento de suas atitudes pelos outros, especialmente se já tiverem considerado o assunto em discussão encerrado por uma determinação sua. Gostam portanto, de dar a última palavra em tudo, se bem que saibam ouvir. Quando contrariados porém, se tornam rapidamente violentos e incontroláveis. Nesse momento, resolvem tudo de maneira demolidora e rápida mas, feita a lei, retornam a seu comportamento mais usual.

Em síntese, o arquétipo associado a Xangô está próximo do déspota esclarecido, aquele que tem o poder, exerce-o inflexivelmente, não admite dúvidas em relação a seu direito de detê-lo, mas julga a todos segundo um conceito estrito e sólido de valores claros e pouco discutíveis. É variável no humor, mas incapaz de conscientemente cometer uma injustiça, fazer escolha movido por paixões, interesses ou amizades.

Xangô é o Orixá julgador, destruidor, inteligente, impulsivo, violento. Representa o poder transformador do fogo, é o padroeiro dos intelectuais e artistas. Seu número simbólico é o doze, assim como doze são os ministros, Obas, de Xangô.

Apesar de discordarmos da visão privilegiada do fogo como elemento de Xangô, insistimos que a pedra é seu símbolo básico, mais redutor e mais abrangente ao mesmo tempo.

 
 
 

 

 

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